Aquecimento global faz com que 80% da neve seja artificial nos Jogos Olímpicos de Inverno
Os efeitos das mudanças climáticas podem ser sentidos através de diferentes formas na sociedade. No esporte, não é diferente. Com os impactos causados pelo aquecimento global, o Comitê Olímpico Internacional (COI) avalia a possibilidade de transferir os Jogos Olímpicos de Inverno para janeiro, o que não acontece há 62 anos – quando a competição foi realizada em Innsbruck, na Áustria. A medida contribuiria para uma disponibilidade maior de neve natural. Em paralelo, a entidade também analisa mudanças nas modalidades presentes no programa olímpico.
Para Milão-Cortina 2026, que começa oficialmente nesta sexta-feira (6), máquinas vão produzir cerca de 2 milhões e meio de metros cúbicos de neve – aproximadamente 80% do total utilizado – com um custo ambiental de 946 milhões de litros de água, o equivalente a 380 piscinas olímpicas de natação. Na edição passada, em Pequim 2022, foram usados mais de 100 geradores e 300 canhões para as pistas de esqui.
Cortina vai utilizar bastante neve artificial nos Jogos de Inverno
Fabrizio Bensch/Reuters
Com a antecipação do início das olimpíadas, as paralimpíadas – que tradicionalmente acontecem algumas semanas depois – também seriam afetadas. A possibilidade foi cogitada nesta quarta-feira (4) pelo chefe do Grupo de Trabalho do Programa Olímpico do COI, Karl Stoss, durante encontro com jornalistas.
– As paralimpíadas agora são em março. E isso é muito tarde, porque o sol é forte o suficiente para derreter a neve. Então, talvez as paralimpíadas sejam em fevereiro e a outra edição (as olimpíadas) em janeiro – disse Stoss.
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A avaliação é amparada por um estudo do próprio COI, que estima que até 2040, apenas 10 países poderão sediar as competições em função tanto da disponibilidade neve, como a de água para a produção artificial. Até o momento, os jogos dos Alpes Franceses, em 2030, e de Salt Lake City, em 2034, seguem previstos para fevereiro.
Mudanças no programa olímpico
As alterações não devem se limitar às sedes e ao calendário. O COI também estuda incluir no programa olímpico de inverno provas tradicionais das olimpíadas de verão, como corrida e ciclismo. O objetivo da entidade seria o aumento da receita e popularidade.
– Estamos revisando o tamanho dos jogos, a combinação de esportes e as opções para novas adições. Também analisamos o potencial cruzamento entre esportes de verão e de inverno – revelou o dirigente.

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