A novela “Três Graças” está prestes a abordar um tema delicado e fundamental: o diagnóstico de autismo na infância. Cristiano, o filho de Alaíde e Rivaldo, começa a apresentar comportamentos que alertam sua família e levam a um momento de grande tensão em casa. Tudo começa quando o garoto demonstra dificuldade em lidar com frustrações, culminando em uma cena impactante em que ele entra em desespero ao ver seu celular travar. A reação de Cristiano é intensa: ele se torna nervoso, começa a derrubar objetos e perde o controle emocional, saindo correndo para a rua, chorando por causa do telefone quebrado.
Essa sequência chama a atenção não apenas dos pais, mas também de Zenilda, que presencia a cena e percebe que pode haver algo além de um simples “mau comportamento”. Sensível à situação, ela aconselha Alaíde e Rivaldo a procurarem ajuda especializada, indicando um neuropediatra. O impacto vem após as consultas: Cristiano é diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA).
A trama promete mostrar o processo de compreensão da família, especialmente a reação de Rivaldo, que se emociona ao entender que o filho não precisa de repressão, mas de acolhimento e acompanhamento adequado. Ao colocar o diagnóstico dentro de um contexto doméstico, a novela amplia o debate sobre saúde mental infantil, neurodiversidade e o perigo de rotular comportamentos atípicos como “birra” ou “falta de limites”. A abordagem do autismo em “Três Graças” surge em um momento em que o assunto ganha cada vez mais visibilidade no Brasil, oferecendo uma oportunidade para que famílias que vivem situações semelhantes identifiquem sinais precoces e busquem orientação. Mais do que um conflito dramático, a história de Cristiano tem o potencial de se tornar um arco importante da novela, ultrapassando a ficção e chegando à vida real.



