Um incidente envolvendo o zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, ganhou destaque após a eliminação da equipe nas quartas de final do Campeonato Paulista. Em uma entrevista, Marques questionou a presença de uma árbitra mulher na partida contra o São Paulo, o que gerou uma forte reação negativa. Posteriormente, o jogador se retratou publicamente, pedindo desculpas às mulheres e à árbitra Daiane Muniz, afirmando que estava “sendo homem” ao assumir o erro e pedir perdão.
A declaração inicial de Marques foi vista como machista e misógina, refletindo uma visão primitiva e preconceituosa, incompatível com os valores da sociedade e do futebol. A Federação Paulista de Futebol (FPF) divulgou uma nota oficial condenando as palavras do jogador, classificando-as como inadequadas e incompatíveis com os valores que regem o futebol. A entidade informou que levará o caso à Justiça Desportiva e reforçou o apoio à árbitra Daiane Muniz, destacando sua alta qualidade técnica e caráter.
A polêmica gerada pela declaração de Gustavo Marques reacendeu o debate sobre a igualdade de gênero no esporte, especialmente no futebol, onde as mulheres ainda enfrentam desafios para serem reconhecidas e respeitadas em suas funções. A rápida retratação do jogador e o apoio da FPF à árbitra são passos importantes para promover um ambiente mais inclusivo e respeitoso no esporte.




